Sendo nossa proposta de orientação construtivista, acreditamos que:

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  • O aluno é sujeito ativo e pensante, capaz de aprender na interação com os objetos do conhecimento e com o outro, manipulando, experimentando, testando, errando, confrontando e refletindo, a partir do que já foi assimilado e construído anteriormente;
  • O aluno não fica esperando o professor para começar a aprender, pois se pergunta o tempo todo sobre os objetos e fenômenos a sua volta, busca respostas e constrói teorias para explicar o mundo que o rodeia;
  • As crianças não aprendem todas da mesma maneira e em um mesmo tempo, já que as possibilidades de criar suas hipóteses sobre o que quer que seja depende de sua bagagem e experiências anteriores em relação ao objeto de conhecimento em questão;
  • As formas de intervenção do professor – como ele organiza as propostas, as dinâmicas e os materiais que escolhe, o tempo que disponibiliza para cada atividade, os questionamentos e desafios que propõe, o espaço de atividade (não só motora, mas principalmente mental), de autonomia e de interação com os pares que oferece aos alunos – influem decisivamente na possibilidade e no nível de aprendizagem dos alunos.

Essa orientação vale tanto para os conteúdos de Língua Portuguesa, Matemática, Ciências Sociais e Naturais, Artes, Educação Física e Língua Estrangeira, como para a aprendizagem da Socialização, que envolve a construção de um convívio social cooperativo e solidário, com respeito pelo outro e pelas diferenças, num ambiente escolar organizado e produtivo.

OBJETIVOS

Em relação aos alunos, pretendemos:

  • desenvolver as capacidades e habilidades intelectuais, motoras e socioafetivas através da participação em brincadeiras, jogos e demais propostas significativas de aprendizagem em que possam se expressar, interagir com seus pares e refletir;
  • instigar a curiosidade, desenvolvendo a capacidade de fazer perguntas e de aprender;
  • desenvolver a autonomia intelectual e moral, assim como a capacidade de cooperação, respeito e solidariedade;
  • promover a construção de conhecimentos, habilidades e atitudes relacionadas às diferentes áreas do conhecimento, garantindo o acesso aos saberes já construídos e a possibilidade de criação, desenvolvendo as capacidades expressivas, éticas, estéticas e de interação social;
  • proporcionar a participação em situações nas quais a consciência social vá sendo progressivamente formada, bem como construída a identidade individual;
  • garantir o envolvimento e a integração com o ambiente escolar, vivenciando uma socialização ativa e democrática, em diferentes práticas sociais, sem discriminação de espécie alguma.

Em relação aos professores, objetivamos:

  • favorecer a construção de uma relação de parceria e cooperação, tendo em vista a elaboração e a concretização dos objetivos e propostas de trabalho, de modo que cada um se sinta um membro importante e compromissado;
  • desenvolver e manter uma convivência agradável, pautada no respeito profissional e no compromisso com o grupo;
  • oportunizar, de forma sistemática e continuada, uma formação em serviço, promovendo, organizando e incentivando não só a participação da equipe em cursos, seminários, simpósios, palestras e eventos culturais, que possam colaborar com o desenvolvimento de uma postura mais reflexiva e com seu aprofundamento e atualização, mas também otimizando a possibilidade de aprendizagens nas situações do dia-a-dia e nas instâncias já previstas na rotina escolar (reuniões gerais e individuais, observações, grupos de estudo, relatos e registros de experiências para compartilhá-las e criar uma memória da equipe/do trabalho da escola, por exemplo), despertando o gosto pela possibilidade de estar num processo de educação permanente.

Em relação às famílias, a escola trabalha para conseguir sua parceria, favorecendo:

  • o intercâmbio e o diálogo permanentes, através dos quais possamos trocar informações, criar vínculos e estabelecer uma relação de confiança, buscando ações conjuntas para o melhor desenvolvimento possível das crianças;
  • sua participação ativa nas atividades escolares – na forma de acompanhamento em casa, apoio nas tarefas e presença em exposições, propostas de sala e reuniões – e nos eventos culturais promovidos pela escola;
  • uma convivência baseada na cordialidade, no respeito e na atenção.

METODOLOGIA

Para atingirmos os objetivos traçados para os alunos, é importante que as situações de aprendizagem:

  • sejam significativas e desafiantes, mobilizando a inteligência, iniciativa e a curiosidade dos alunos de forma nem muito aquém nem muito além de suas possibilidades;
  • articulem-se de tal modo que os alunos estejam ativos e em interação com o objeto de conhecimento, sendo desafiados a pensar, formular e explicitar suas próprias ideias sobre ele;
  • contemplem as diferenças entre os alunos, dando conta das adaptações necessárias para desafiar cada um dentro de suas possibilidades;
  • estimulem o coletivo, as construções e formulações em grupo, sem deixar de dar espaço também às construções individuais;
  • imprimam um clima de entusiasmo na sala de aula, a partir do qual os alunos se empenhem e se esforcem em direção ao cumprimento de seu objetivo;
  • estejam relacionadas a interesses e necessidades dos alunos;
  • oportunizem a observação, a reflexão, o questionamento, a experimentação, a expressão das ideias, a formulação e o registro, bem como a sistematização dos conteúdos;
  • constituam-se enquanto jogo, sempre que possível;
  • provoquem avanços intelectuais e morais, sempre no sentido do desenvolvimento da autonomia;
  • suponham a participação direta dos alunos, sempre que possível e em alguma dimensão, na sua elaboração e planejamento, bem como na sua avaliação.

É importante também que o professor:

  • vincule-se afetivamente aos alunos, na construção de uma relação de respeito e confiança;
  • observe atentamente os seus alunos, questionando e investigando suas hipóteses;
  • oriente, informe, auxilie e apoie cada um;
  • faça mais do que fale;
  • intervenha sempre, porém cuidando para não ser “intrusivo”, ou não “atropelar” o processo do aluno;
  • valorize as ideias e respostas dos alunos, desenvolvendo sua autoconfiança;
  • tome os erros como indícios do modo de pensar dos alunos;
  • (re) planeje suas propostas de trabalho a partir do que observa sobre o modo de pensar e agir dos seus alunos, para que estejam alinhados as suas possibilidades e os façam avançar em sua trajetória de construção.

AVALIAÇÃO

Dentro desta proposta, concebemos a avaliação como algo absolutamente inerente, na perspectiva de uma postura constante de observação, investigação e crítica construtiva em relação:

  • à qualificação de nossa prática e intervenções didáticas junto aos alunos, procurando conscientizar-nos dos aspectos que estão dando certo e que podemos ampliar, dos que têm de ser modificados, revistos, melhorados e aprofundados e do que ainda tem de ser buscado, inventado, criado em termos de novas alternativas, dentro da própria equipe, em nossos momentos de estudo e trabalho coletivo, através de iniciativas individuais ou de cursos e seminários que frequentamos ou promovemos;
  • à construção e manutenção de uma boa relação entre todos os segmentos que compõem a escola, dos seus pares entre si, e uns com os outros: equipe – professores, coordenadores, funcionários, monitoras e direção -, alunos e famílias, tendo em vista características que consideramos essenciais como confiança, respeito e parceria;
  • às aprendizagens dos alunos e seu desenvolvimento socioafetivo, garantindo uma atenção especial ao processo de cada um e buscando o melhor aproveitamento possível a cada etapa, de modo a incrementar as propostas de trabalho e encaminhar ações conjuntas com as famílias, sempre que necessário.

Os resultados da avaliação dos alunos são registrados através de um relatório geral da turma e de um relatório individual. Esses documentos são entregues ao término de cada semestre (educação infantil) ou trimestre (ensino fundamental) do ano letivo para as famílias.

Os pais recebem os documentos de avaliação (o relatório geral da turma é postado no site e avaliação individual vai impressa para casa), de forma a poderem apreciá-los com antecedência à reunião com a professora, para, então, discutirem os aspectos relevantes, as dúvidas e as sugestões.

Além desses encontros coletivos, os pais são atendidos individualmente em diferentes momentos do ano com os professores, com a coordenação ou com a direção, quando isso for necessário. A iniciativa desse encontro pode ser da coordenação e dos professores ou das próprias famílias. A escola procura, assim, estar sempre próxima aos pais, esclarecendo, informando, avaliando e tomando decisões em conjunto.