Artistas convidados 2017

MONICA TOMASI, nossa compositora convidada em 2017!!!

monica_tomasiIntermitente é algo que se interrompe e se renova, que não é contínuo ou permanente. É também o nome do quinto e mais recente disco de Monica Tomasi, lançado em 2013. Nos cinco anos anteriores a ele, entre um álbum e outro, Monica fez curso de gastronomia (cursou inclusive a graduação em Nutrição da PUCRS), aprendeu sobre áudio digital, criou trilhas sonoras para espetáculos teatrais e uma videoinstalação, inventou jingles para campanha política e para propagandas, e participou de discos e shows com parceiros. Uma artista polivalente, persistente e talentosa, que vem construindo sua trajetória desde 1990, inspirada por artistas como Rita Lee, Marina Lima, Paralamas do Sucesso, Titãs e Cazuza que a fizeram ter vontade de viver de música.
Intermitente também tem a ver com a essência da vida, com a natureza, com as estações do ano, com a chuva. “Nós não somos permanentes”, filosofa Monica. As composições de algumas canções haviam começado há certo tempo, foram interrompidas e retomadas durante a finalização do álbum, entre março e junho de 2013. Uma delas é Vidrado, que Monica começou a compor sozinha e deu continuidade ao lado de uma de suas grandes referências na música, Bebeto Alves.
O novo disco retoma o pop rock que a gaúcha havia deixado para trás momentaneamente, enquanto brincava de fazer samba em show com os parceiros Nelson Coelho de Castro e Gelson Oliveira. “Sinto-me feliz quando pego o cavaquinho, mas sou uma sambista holandesa, pois não sigo a estética tradicional do samba, toco como eu sei fazer”, desconstrói a cantora. Ela se alimenta da música do mundo e não se arrisca a eleger uma única estética como a preferida. O resultado é um disco cru, feito apenas de baixo, bateria e guitarra, com nuances que surgiram naturalmente durante as gravações. As letras trazem a leveza do cotidiano e falam de amor e da vida contemporânea.
Seu primeiro disco foi o LP Eu fórica (1990), que teve o incentivo de Nelson Coelho de Castro e foi patrocinado por familiares, amigos e conhecidos. “Não conhecia o Nelson, mas já tocava na noite. Um dia, cheguei e perguntei: Como é que eu gravo um disco? Ele me deu todo o caminho”, enaltece Monica.
Depois vieram os cds “1º” (1996), pelo selo Dabliú Discos – https://www.youtube.com/watch?v=dsjVgGfgNeM -, “Ideias Contemporâneas Sobre o Amor” (2003) e “Quando os Versos Me Visitam”, financiado pelo Projeto Petrobrás Cultural/2006 (http://rockwave.com.br/bandas/monica-tomasi/#ixzz4S5Cxw9EN):
discos
Dos cinco discos de Monica, quatro foram gravados de forma independente. “Sou privilegiada por não ter feito concessões. Quando comecei, estar numa gravadora era quase regra. Hoje, há todas as ferramentas para cada um trilhar a sua história e é muito fácil fazer um disco. A consequência disso é a falta de consistência. Um computador, uma placa de áudio e um instrumento não são suficientes para fazer música”, critica a compositora.

Outros momentos marcantes de sua trajetória:
2003 – conquistou o Prêmio de Melhor Disco de MPB do Prêmio Açorianos de Música.
2004 – participou do Projeto Pixinguinha, cumprindo extenso roteiro de shows pela região norte e centro-oeste do Brasil, ao lado de vários outros músicos. Também defende a canção Cidade, de Sérgio Napp e Nelson Coelho de Castro, no festival “Uma Canção para Porto Alegre.
2005 – se apresentou em Paris, no evento diplomático “Ano do Brasil na França”, e em Buenos Aires.
2006 – além de solista convidada da Orquestra de Câmara Theatro São Pedro, dentro dos Concertos CEEE, se apresentou com Nelson Coelho de Castro em memorável show de Marchinhas de Carnaval, que lotou e arrebatou o público na Reitoria da UFRGS, dentro da programação do Unimúsica.
2008 – realizou, também junto com Nelson, um show especialmente criado para o Festival de Inverno daquele ano da Secretaria da Cultura de Porto Alegre, o Pérola no Veludo, que durou 7 anos (até 2015), circulou pelo interior do Rio Grande do Sul e foi a Buenos Aires, ganhando versões que homenagearam Túlio Piva e Lupicínio Rodrigues (2014), este último extasiando a plateia repleta do Teatro Bruno Kiefer. É o próprio Nelson quem fala sobre ela: “Sutileza, edulcorada voz e uma brejeira manha que vou te contar”.
2009 – musicou o livro “Lili Inventa o Mundo”, da Coleção Mario Quintana para Infância em Braille/CEEE. Também participou da gravação do cd “Lua Caiada”, de Nelson Coelho de Castro, lançado em 2010, na canção Apela, a qual apresentou no programa Sr. Brasil, de Rolando Boldrin, na TV Cultura, em seu cavaquinho, com o próprio Nelson, Giovanni Berti (percussão), Matheus Kleber (acordeon) e Pedro Franco (violão de 7 cordas): https://www.youtube.com/watch?v=E3SH_jvH4j4. E, ainda, fez parte da gravação do cd “Histórias do Samba”, com o grupo Matriz do Samba, patrocinado pela Cia. Zaffari, em que aparece junto à nova geração do choro de Porto Alegre.
2016 – participou do projeto Domingo no Parque, que reuniu no palco do Auditório Araújo Vianna onze vozes femininas do Rio Grande do Sul para interpretar sucessos da música brasileira, apresentando-se ao lado da Banda Municipal de Porto Alegre.
Para Monica, que também estudou Relações Públicas na Famecos/PUCRS, viver de música é mais do que compor e cantar. Entre suas mais recentes criações como produtora (ela tem um estúdio de gravação) estão os discos de Daniel Pradeep e Tula Straccia e a trilha do espetáculo A comédia dos erros, que venceu o Prêmio Açorianos de Teatro como melhor trilha sonora, em 2009. “Gosto de estar por trás do palco e de ter um olhar de terapeuta. Perceber como um artista é, o que ele quer, e respeitar isso”, ressalta Monica. Tocar em parceria com outros músicos também agrada a compositora. “Adoro subir no palco e ser um elemento a mais, somando estéticas diferentes.”

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TERESA POESTER e sua “Garatuja Adulta” na Projeto em 2017

Nasceu em Bagé em 1954. É artista plástica e professora de desenho do Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Como pesquisadora, dedica-se ao desenho em cruzamento com outras linguagens artísticas. Formada em Bacharelado e Licenciatura pelo IA-UFRGS, entre 1986 e 1989 estuda pintura em Madri e é aprovada em Prova de Conjunto (desenho) pela Universidade São Carlos de Valência. A partir de 1990 escreve apresentações de artistas e, eventualmente, artigos sobre arte. Mora em Paris entre 1998 e 2002 para realizar seu doutorado Fronteiras da paisagem: janelas e grades. Volta a viver na França, Eragny-sur-Epte, entre 2006 e 2009, em licença do IA-UFRGS. Como artista, expõe regularmente a partir de 1979, recebendo prêmios nacionais e tendo trabalhos em coleções públicas e galerias privadas. Realiza exposições individuais no Brasil, Argentina, Espanha, França e Bélgica.
Coordena o Atelier D43, um coletivo de desenho que nasceu em 2012, a partir do projeto de pesquisa do Instituto de Artes da UFRGS: Desenho, Gesto e Pensamento: procedimentos gráficos e outras mídias, formado pela artista, Caju Galon e Kelvin Koubik. O ponto comum entre os trabalhos dos participantes é o desenho como registro gestual e a preocupação de investigar suas possibilidades em cruzamento com outras linguagens. A pesquisa surge da necessidade de cada integrante em compartilhar seus processos de criação gráfica em suas possibilidades de expansão. O desenho é resultado de um trabalho do corpo, mas o gesto gráfico não é só físico, gera processos mentais específicos numa fusão indissociável entre teoria e prática, pensamento e ação. O grupo adquiriu uma autonomia ao longo de suas múltiplas atividades, sempre no intuito de promover a expansão do desenho, como organização de conversas com artistas e teóricos, exposições e participações em encontros ou seminários.
Informações retiradas do site da artista (http://www.teresapoester.com.br/) e do blog do Atelier D43 (https://atelierd43.wordpress.com/)

Autor convidado 2017: DANIEL MUNDURUKU

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Daniel é escritor indígena, graduado em Filosofia, com licenciatura em História e Psicologia. É doutor em Educação pela USP e pós-doutor em Literatura pela Universidade Federal de São Carlos – UFSCar. Diretor presidente do Instituto UKA – Casa dos Saberes Ancestrais.
Autor de 50 livros para crianças, jovens e educadores(as). É Comendador da Ordem do Mérito Cultural da Presidência da República desde 2008. Em 2013 recebeu a mesma honraria na categoria da Grã-Cruz, a mais importante honraria oficial a um cidadão brasileiro na área da cultura. Membro Fundador da Academia de Letras de Lorena.
Recebeu diversos prêmios no Brasil e no Exterior, entre eles, o Prêmio Jabuti, Prêmio da Academia Brasileira de Letras, Prêmio Érico Vanucci Mendes (outorgado pelo CNPq); Prêmio Tolerância (outorgado pela UNESCO). Muitos de seus livros receberam o selo Altamente Recomendável, outorgado pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ).
Daniel Munduruku reside em Lorena, interior de SP.

Informações adaptadas do blog do autor: http://danielmunduruku.blogspot.com.br/p/daniel-munduruku.html

Autores e ilustradores

2016 e 2000 | Ana Maria Machado

 

2015 e 2003 | Heloisa Prieto

 

2014 | Ernani Ssó

 

2012 | Hermes Bernardi Jr., Alexandre Brito, Gláucia de Souza (1998, 1999, 2001 e 2012) e Márcia do Canto

 

2011 | Guto Lins

 

2010 | Katia Canton

 

2009 | Ilan Brenman

 

2008 | Marilda Castanha

 

2007 |  Leo Cunha

 

2006 | Roger Mello

 

2005 | Roseana Murray

 

2002 e 2013 | André Neves

 

2001 | Eva Furnari

 

2000 | Ludmila Zeman

 

1999 | Elias José

 

Início do anos 90 | Sylvia Orthof

 

1994 | Lygia Bojunga