014211_DetalhesNeca Baldi (*)

 

Desde o início, uma das minhas tarefas é a de receber as famílias que querem conhecer a escola. Atendo famílias ou casais com horários marcados.

Preciso dizer que, nesse tempo todo, não identifico uma vez sequer que tenha sido chato, monótono ou mesmo repetitivo.

Já atendi, sim, com enxaqueca ou em dias que não estava tão bem, mas, quando começo a falar da escola, do trabalho, dos projetos culturais, dos professores, do nosso olhar individualizado para cada criança, do lanche coletivo, do contato com artistas, dos livros, da biblioteca todo o dia, das feiras de ciências, das aulas de teatro, música, inglês, informática, educação física, do brincar, do modo como promovemos a aprendizagem, tudo passa, tudo é superado e me vejo fortalecida e imbuída de uma  força interna.

Assunto não falta e crença e paixão também não.

E para cada pessoa ou casal que atendo a entrevista segue de um jeito diferente, rola uma energia que conduz a conversa para um lado ou outro, ou para maior ou menor aprofundamento. É algo que vai sendo definido pela troca de olhares e pelas expressões faciais. Minha fala inicial, na maior parte das vezes, elimina as perguntas “preparadas” antecipadamente pelos casais, conto tanta coisa que muitas vezes vou além das suas curiosidades.

Já ouvi muitas pessoas comentarem sobre o meu entusiasmo e sobre quão legítimo percebem o relato.

Em algum momento cheguei a pensar em realizar entrevistas coletivas ou fazer vídeos para apresentar a escola, visando a otimização do meu tempo e até uma apresentação mais midiática ou impactante. Mas não tem como.

Temos diferentes mídias para quem quiser conhecer nosso trabalho: site, fanpage e Instagram. Ocorre que, para quem optar por ir até a escola e conhecer nosso trabalho, o único modo de fazê-lo verdadeiramente é através de atendimento individual, único.

Para de fato conhecer a instituição e, principalmente, os valores e o trabalho realizado, faz-se necessário ir além das mídias e/ou da visitação para conhecer a estrutura física. Esta última, aliás, não é nosso diferencial, salvo se puderem perceber o quanto exploramos e vamos além das nossas possibilidades com um fazer criativo. Somente no ‘tête-a-tête’ é que rola esse aprofundamento sobre a proposta e sobre o trabalho desenvolvido. E é nesse momento que “contaminamos” os nossos futuros pais.

Nosso diferencial começa aí, nessa pulsação inicial, que depois, de fato, se vê confirmada na vida interna da instituição. Não é só falação, não, é preciso ir até lá para perceber, sentir e viver esse clima.

Venha nos conhecer! Faça parte!

 

(*) Diretora da Escola Projeto.