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Casa e escola, família e professores, dia a dia doméstico e rotina em sala de aula. Na Projeto, essas duas realidades das crianças estão sempre associadas, até na hora de preparar um simples lanche escolar.

Semanalmente na educação infantil e quinzenalmente no ensino fundamental, a escola promove o lanche coletivo. A ideia é que até três crianças da turma sejam responsáveis, junto com suas famílias, por trazer para a escola os alimentos que serão compartilhados com o grupo todo. Parece pouco: mas as lições despretensiosamente
envolvidas na tarefa têm uma dimensão muito grande quando se pensa em uma escola para compreender o mundo.

Em primeiro lugar, como o nome já sugere, a ideia é pensar no grupo grande, ou seja, saber que o lanche da manhã ou da tarde será compartilhado com os colegas. Esse talvez seja um dos maiores ganhos da atividade, que é pensar na coletividade: “Isso que eu gosto, do jeito que eu gosto, será que todos irão gostar? O que é preciso adaptar ao gosto comum, ou deixar mais próximo a ele? E se alguém da turma não pode comer algum alimento, por questões de intolerância ou alergia, como adaptar o cardápio para que todos possam apreciá-lo?”

O lanche coletivo também remete a todo um projeto de alimentação saudável, trabalhado permanentemente na escola, além de uma vivência de cuidados com o meio ambiente, através da redução de resíduos. Ao preparar em família o alimento que será compartilhado com o grupo, as crianças têm a chance de selecionar ingredientes caseiros, sem conservantes, dispensando o uso exagerado das embalagens que envolvem os produtos industrializados, evitando a produção de resíduos em demasia.

Com quase 3 anos de idade, a Stella, nossa aluna do Grupo 2A, da Educação Infantil, adorou a experiência de preparar os sanduíches para a turma dela, na semana passada, e sua mãe, a publicitária e empresária Carolina Cozzatti, registrou tudo em fotos.

“Foi o dia de a Stella se apropriar dos processos e entender que as coisas do dia a dia não surgem do nada, como mágica, que, se algo nos chega pronto, é porque alguém dedicou tempo e atenção para que a gente pudesse aproveitar”, reflete Carol.

E ela vai mais longe:

“A experiência reforça a importância de partilhar o cotidiano e o fazer junto. As coisas feitas com mais gente têm um gostinho todo especial! Viva o coletivo!”, comemora.

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