“Um rio não deixa de ser um rio porque conflui com outro rio, ao contrário, ele passa a ser ele mesmo e outros rios, ele se fortalece. Quando a gente confluencia, a gente não deixa de ser a gente, a gente passa a ser a gente e outra gente – a gente rende”.
Antônio Bispo dos Santos – A Terra Dá, A Terra Quer (2022)
Pensar a Educação para as Relações étnico-raciais é um compromisso que tem se tornado cada vez mais potente aqui na Projeto. Além de estudos específicos que valorizam os saberes afro diaspóricos em diferentes etapas de ensino, acreditamos ser fundamental um trabalho contínuo, constante e profundo, para que repertórios positivos possam ser construídos e identidades valorizadas.
As turmas 41 e 42 deste ano vivenciaram esse processo formativo constante, através de atividades que mostraram diferentes epistemologias, descolonizando saberes e dando espaço para vozes que em diversas situações foram e são silenciadas. As crianças refletiram sobre a cartografia e os impactos da colonização no continente africano, conheceram os povos da diáspora, estudaram histórias incríveis e inspiradoras de personalidades negras que lutaram e lutam por um mundo mais justo e igualitário e por fim (mas muito longe do final), mergulharam no universo do samba e na genealogia dessa prática cultural que é o canto do nosso país.
As práticas aqui selecionadas, são somente uma pontinha do que foi vivenciado pelas professoras, monitores(as) e crianças. Diversas outras práticas diárias e conversas profundas foram realizadas, nos transformando em diferentes rios que desaguam na crença de um mundo melhor.








