O Território Ilhota e a Escola Projeto têm algo em comum: ambas têm portas e janelas para o Arroio Dilúvio. No ano passado, a Projeto trocou sua sede no entorno da Redenção pela avenida Ipiranga. A troca de CEP as fez vizinhas e deu início a uma série de trocas e amizades.
“Fomos conhecer o entorno. Como a gente se insere num lugar que já tem uma história?”, pensou a professora Amanda Mendonça Rodrigues, que também é sobrinha-bisneta de Lupicínio Rodrigues, sambista que nasceu na Ilhota em 1914. A resposta veio logo: “vamos contar a história de Porto Alegre através da presença negra e com a Ilhota”.

Escola Projeto na Ilhota
O projeto foi desenvolvido com os alunos do 3º ano do ensino fundamental, crianças entre 8 e 9 anos. As atividades ocorreram na escola, com a presença da líder Angélica, e também com visitas no Território Ilhota. A sala de aula ao ar livre e com convidados permitiu que os alunos conhecessem novas pessoas, novas histórias e novos espaços.
Angélica entrou para a família Projeto, conta a coordenadora pedagógica Deborah Vier Fischer. Os alunos fizeram questão de transformar a ativista comunitária em personagem 3D de um jogo de tabuleiro criado por eles. O senso de comunidade criou uma ponte sobre a Ipiranga aproximando escola e Ilhota. “Fizemos questão de mostrar que tem o Lupi, mas quem está no território agora é a Angélica e as outras famílias”, pontua a Amanda.

Parte do texto da reportagem publicada em 28/03/2024 no Correio do Povo: Ilhota: conheça a história do território negro no centro de Porto Alegre